O YORKSHIRE TERRIER
O
Yorkshire Terrier é fruto de uma mistura de diferentes terrier, tradicionais
na arte de caçar. O “Yorkie”, como é carinhosamente
chamado, brincalhão e carinhoso, é um companheiro ideal para
todos os momentos do dia.
Com suas origens na Grã-Bretanha, inicialmente, era utilizado para caçar ratos no ambiente de trabalho de seus criadores. Assim, passou a destacar-se em campeonatos de “caça aos ratos”. Em virtude de sua beleza, mais tarde, tornou-se uma das maiores estrelas das exposições oficiais de cães. O Yorkshire, cuja raça foi projetada pelo homem, surgiu para preencher a lacuna de quem buscava um cachorro de pequeno porte, mas valente e glamuroso, companheiro e propenso à caça em tocas.
No início era chamado de Terrier Escocês. Posteriormente, passou a ser chamado de Terrier Escocês Anão de Pêlo Longo. Atualmente seu nome tem como origem na homenagem ao local onde a raça foi desenvolvida, no condado de York, na Inglaterra, e surgiu por volta de 1870.
Cruzamentos entre diversos terriers foram feitos até chegar ao Yorkshire que conhecemos hoje. Entre as raças utilizadas nesses cruzamentos temos:
Skye
Terrier – Dorso alongado, pêlo liso e áspero com
subpêlo, entre 7 Kg e 9 Kg, usado para desentocar texugos.
Clydesdale
Terrier – Semelhante ao Skye, com porte menor, diferenciava-se
pelas orelhas eretas, dorso mais curto, pelagem mais longa e acetinada, de
coloração azul-aço e fulvo, e entre 5 Kg e 7 Kg.
Paisley Terrier – Com características idênticas ao Clydesdale, mas com coloração azul mais clara.
Há ainda os que dizem ter também participado com composição da raça o Maltês, Manchester Terrier, Terrier Miniatura Preto e Castanho e o Halifax Fawn, mas não há estudos conclusivos sobre o assunto.
Em 1859, quando surgiram as exposições formais de cães, os cachorros de menor porte eram os preferidos pelos ingleses. Assim, com o propósito de obter lucro, seus primeiros criadores, diminuíram o tamanho original da raça. Os menores Yorkshires foram acasalados entre si, passando de 5 Kg à 7 Kg para 3 Kg a 4 Kg, chegando recentemente à atingir 1 Kg.
Com o aperfeiçoamento da raça e adequação às preferências humanas, logo os novos pequenos cães conquistaram inúmeros prêmios em pistas, além de glamour por todo o mundo.
Ainda como Terrier Escocês Anão de Pêlo Longo, teve sua primeira aparição em exposições em 1861, Birminghan. Nascido em 1865, criação de Eastwood Huddersfield e propriedade da Srª Foster, Huddersfield (GB) foi um dos primeiros da raça à se destacar. Em seus apenas 6 anos de vida foi ganhador de diversos prêmios, terminando sua carreira em virtude de um atropelamento. Ficou à cargo de seus 30 filhotes o desdobramento de sua linhagem. Foram todos registrados no Livro de Criação do Kennel Club, apresentando características muito próximas ao atual padrão da raça. Bradford Harry, um de seus netos, conquistou o primeiro título americano em exposições.
O American Kennel Club reconheceu o Yorkshire Terrier como raça somente em 1885, e no The Kennel Club da Inglaterra em 1898. Segundo o Livro de Criação do Kennel Club, foi dado o crédito da invenção da raça à Peter Éden, de Manchester, cujo o primeiro registro da espécie lhe foi atribuído.
Tornou-se popular nos EUA e na Grã-Bretanha após 1900, tendo sua criação prejudicada na Segunda Guerra Mundial. Desde 1945, quando acabou a guerra, sua criação foi retomada e não parou de crescer.
Sua pelagem
longa de cores contrastantes e acetinada fez com que o pequeno caçador
de tocas acabasse destacando-se, transformando-se num cão cobiçado
e querido, tanto por seu temperamento como por sua aparência.
No Brasil, 1966 é a data em que acredita-se que a raça chegou,
sendo sua aceitação imediata. Em 2002, o Yorkshire Terrier foi
classificado como o mais vendido no país.
TEMPERAMENTO:
Por ser um terrier, grupo de raças que se caracterizam por serem ativas, destinadas à localizar e caçar animais em tocas sem ajuda humana, o Yorkshire tem caráter independente, esperto, vivaz, auto-confiante e de atitude sempre alerta. Como todo bom caçador dará alerta ao menor ruído estranho. Por este motivo, muitos o utilizam como cão de alarme, função que desempenha com grande eficiência.
Com temperamento carinhoso e afável torna-se um excelente cão de companhia. Apesar de poder conviver amigavelmente com crianças, deve-se tomar cuidados para que estas não o machuquem com brincadeiras rústicas, às quais ele poderá reagir prontamente, mostrando seus limites. Certamente disputará território com outros animais, não importando quanto maiores possam ser, pois o Yorkie não aprecia o convívio com outros cães.

PADRÃO OFICIAL DA RAÇA (PADRÃO FCI)
APARÊNCIA
GERAL: de pelagem longa; o pêlo cai perfeitamente reto, repartido
por uma linha que se estende da trufa à extremidade da cauda, de maneira
igual para cada lado. Muito compacto e de contorno definido, mantendo-se incólume,
o que lhe confere um ar de importante. O conjunto de suas formas revelam vigor
e boas proporções.
COMPORTAMENTO
E CARÁTER: repleto de vivacidade, e índole igual.
CABEÇA
E CRÂNIO: cabeça mais para pequena e plana, sem apresentar
o crânio muito proeminente ou abobadado e o focinho não muito
longo. A trufa é preta.
Olhos:
de tamanho médio, escuros e cintilantes; expressão esperta e
inteligente; de inserção frontal. Não sendo proeminentes,
têm a rima palpebral escura.
Orelhas:
pequenas, em forma de V, portadas e eretas, sem serem muito afastadas, revestidas
de pelagem curta, de cor fulvo-saturado e intenso.
MAXILARES:
articulados em tesoura perfeita, regular e completa, isto é, os incisivos
superiores encobrem os inferiores em contato estreito e são engastados
ortogonalmente aos maxilares. Os dentes são bem alinhados e os maxilares
de igual comprimento.
PESCOÇO:
de bom comprimento e elegante.
TRONCO:
compacto. As costelas são moderadamente arqueadas. O lombo é
bem firme. O dorso é reto.
ANTERIORES:
ombros bem oblíquos, antebraços retos, bem revestidos de pelagem
fulvo-dourado intenso, que é muito pouco mais claro nas pontas que
nas raízes, não ultrapassando acima do nível dos cotovelos.
POSTERIORES:
vistos por trás, membros perfeitamente retos. O joelho é moderadamente
angulado. Bem revestidos de pelagem fulvo-dourado intenso cujas pontas são
alguns tons mais claros que as raízes, não ultrapassando acima
do nível dos joelhos.
Patas:
redondas. As unhas são pretas.
CAUDA:
usa-se encurtá-la a um comprimento médio; revestida abundantemente
com uma pelagem azul mais escuro que o restante do corpo, principalmente na
extremidade. A cauda é portada um pouco mais alta que a linha superior.
MOVIMENTAÇÃO:
passadas fluentes com boa propulsão. Anteriores e posteriores trabalham
corretamente direcionados para a frente. Durante a movimentação
a linha superior parece bem firme.
PELAGEM:
no tronco, o pêlo é de comprimento moderado, perfeitamente reto
(sem ondulações), brilhante, de textura fina e sedosa, nunca
lanosa. Na cabeça a pelagem é longa, de cor fulvo-dourado intenso,
e cor mais saturada nas faces, na base das orelhas e no focinho onde o pêlo
é bem longo. A cor fulvo da cabeça, não deve alcançar
o pescoço. Na pelagem, não poderá haver, absolutamente,
qualquer mescla de pêlos escuros ou encarvoados na cor fulvo.
COR:
azul-aço escuro (nunca azul-prateado), estendendo-se do occipital à
raíz da cauda, jamais mesclados de pêlos fulvos, bronze ou escuros.
No antepeito a pelagem é fulvo intenso e brilhante. Todos os pêlos
de cor fulvo são mais escuros na raíz que no meio, ficando mais
claros nas pontas.
TALHE:
até 3,150 quilos.
FALTAS:
qualquer desvio dos termos deste padrão deverá ser considerado
como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.
NOTA:
os machos devem apresentar dois testículos, de aparência normal,
bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.
Classificação F.C.I.:
Grupo 3 - Terriers
Seção 4 - Terriers de Companhia
Padrão FCI no - 86 - 20 de janeiro de 1998.
País de origem: Grã-Bretanha
Nome no país de origem: Yorkshire Terrier
Utilização: Caça e companhia
Sem prova de trabalho